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Fichas e terminais do ECM

O ECM tem duas fichas: A-B, de 24 pinos (filas A1–A12 e B1–B12) e C-D, de 32 pinos (filas C1–C16 e D1–D16). Esta página junta, para cada terminal, a função, a cor do fio, o número de circuito dos esquemas e as tensões de referência que o manual dá para diagnóstico com o multímetro.

As tensões da tabela pressupõem:

  • motor à temperatura normal e ao ralenti (coluna Motor);
  • terminal de teste da ficha ALDL sem ligação à massa e TECH 1 desligado;
  • ar condicionado desligado;
  • ponta negativa do voltímetro numa massa limpa e segura.

Os valores podem variar com o estado da bateria, mas devem andar perto dos indicados.

Símbolo Significado
B+ Igual à tensão da bateria
0* Inferior a 0,50 V
0** Inferior a 0,10 V
① Tensão da bateria nos primeiros 2 s depois de ligar a ignição (sem acionar o motor de arranque)
② Carro parado: inferior a 1 V ou superior a 10 V, conforme a posição das rodas; em andamento varia com a velocidade
③ Varia com a temperatura
④ Varia: com ignição ON indica a pressão barométrica; com o motor a trabalhar, a carga
⑤ Varia com o regime do motor
⑥ Depende da regulação do potenciómetro de octano
⑦ B+ com o motor quente; inferior a 0,5 V com o motor frio
⑧ Varia entre B+ e menos de 1 V, conforme o ciclo de trabalho (0–100 %)
— Sem valor indicado
Pino Função Fio (circuito) Ignição ON Motor Notas
A1 Comando do relé da bomba de gasolina verde/branco (63) 0** ① B+ O ECM envia +12 V à bobina do relé
A2 Sem ligação
A3 Comando da purga do canister (PWM) verde/amarelo (41) B+ Varia ⑧ O ECM liga a eletroválvula à massa
A4 Sem ligação
A5 Comando da luz CHECK ENGINE preto/branco (38) 0* B+ 0 V = luz acesa
A6 Sinal de ignição ligada rosa/preto (16) B+ B+ Informa o ECM; não é a alimentação dele
A7 Sem ligação
A8 Dados em série (terminal M da ALDL) amarelo (62) 2–5 variável 2–5 variável Onda quadrada 0/5 V; no multímetro oscila entre 1 e 5 V
A9 Terminal de teste de diagnóstico (terminal B da ALDL) preto/branco (57) 5 5 0 V quando o terminal B é ligado à massa
A10 Sinal do sensor de velocidade verde (30) Varia ② Varia ② O ECM aplica 12 V; o sensor puxa à massa em impulsos
A11 Massa dos sensores de temperatura do líquido e TPS rosa/preto (72) 0** 0** Massa através do ECM
A12 Massa do ECM castanho (53) 0** 0** Ao suporte do módulo de ignição
B1 Positivo da bateria (alimentação permanente) vermelho (8) B+ B+ Por elo fusível; mantém a memória
B2 Sem ligação
B3 Massa de referência da cambota preto/vermelho (58) 0** 0** Massa através do módulo de ignição
B4 Sem ligação
B5 Entrada de referência da cambota (conta-rotações) violeta/branco (42) 0* ⑤ Abaixo de 1 V parado; sobe com o regime
B6–B7 Sem ligação
B8 Pedido de ar condicionado verde (84) A/C OFF: 0* · A/C ON: 0* A/C OFF: 0* · A/C ON: B+ 12 V quando o A/C é pedido
B9–B11 Sem ligação
B12 Entrada do potenciómetro de octano verde (59) 1–5 V ⑥ 1–5 V ⑥ Ver nota abaixo
Pino Função Fio (circuito) Ignição ON Motor Notas
C1 Sem ligação
C2 Comando do relé do aquecedor do coletor rosa/preto (81) B+ B+ Perto de 0 V quando o ECM liga o relé (motor frio) — ver nota ⑦ abaixo
C3 IAC — bobina B, nível baixo verde/preto (50) Não utilizável Não utilizável
C4 IAC — bobina B, nível alto verde/branco (49) Não utilizável Não utilizável
C5 IAC — bobina A, nível alto azul/branco (47) Não utilizável Não utilizável
C6 IAC — bobina A, nível baixo azul/preto (48) Não utilizável Não utilizável
C7–C9 Sem ligação
C10 Temperatura do líquido de refrigeração amarelo (31) 1–2 ③ 1–2 ③ Mais de 4 V a 0 °C; menos de 2 V a 85–100 °C
C11 Pressão absoluta do coletor (MAP) verde (43) 3,5–5,0 ④ 0,9–1,5 ④ Sinal de “carga”
C12 Temperatura do ar de admissão branco (65) — ③ — ③ Mais de 4 V a 0 °C; menos de 2 V a 85–100 °C (texto)
C13 Posição da borboleta (TPS) azul (36) 0,3–0,7 0,3–0,7 Ver nota abaixo; 4–5 V com borboleta toda aberta
C14 Referência de +5 V (MAP e TPS) cinza (75) 5 5 Saída regulada do ECM
C15 Sem ligação
C16 Positivo da bateria (alimentação permanente) vermelho (9) B+ B+ Igual a B1
D1 Massa do ECM castanho (54) 0** 0** Ao suporte do módulo de ignição
D2 Massa do potenciómetro de octano, MAP e sensor do ar preto (69) 0** 0** Massa através do ECM
D3 Sem ligação
D4 Saída do avanço eletrónico (EST) verde/branco (39) 0* 1,2 Sobe com o regime
D5 Comando do modo bypass do módulo de ignição preto/branco (40) 0 4,6 O ECM aplica 5 V acima de 500 rpm
D6 Massa da sonda lambda castanho (castanho/branco no esquema, 33) 0** 0* Ao bloco, no suporte do módulo de ignição
D7 Sinal da sonda lambda rosa (32) 0,1–0,2 Varia Quente e a trabalhar: 10–1000 mV
D8 Sem ligação
D9 Ponte do limitador de corrente do injetor preto (22) 0** 0** Ligado a D10 na cablagem
D10 Ponte do limitador de corrente do injetor preto (22) 0** 0** Ligado a D9 na cablagem
D11 Sem ligação
D12 Comando do relé da embraiagem do compressor A/C azul (85) 0* A/C OFF: B+ · A/C ON: 0* O ECM liga o relé à massa
D13–D15 Sem ligação
D16 Comando do injetor azul (64) B+ B+ +12 V chegam através do injetor

O que cada terminal faz (resumo da descrição do manual)

Seção intitulada “O que cada terminal faz (resumo da descrição do manual)”

Alimentação e massas. B1 e C16 dão ao ECM +12 V permanentes (mesmo com a ignição desligada) através do elo fusível: alimentação e memória. A6 é só o sinal de “ignição ligada” (B+ em RUN e em CRANK). A12 e D1 são a massa do ECM, ligada diretamente ao motor no suporte do módulo de ignição; D6 é a massa da sonda lambda, no mesmo ponto. A11 e D2 são massas de sensores feitas através do ECM — devem medir praticamente 0 V.

A1 — relé da bomba. Ao ligar a ignição, o ECM alimenta o relé; se não receber impulsos de referência da cambota em B5, desliga-o; volta a ligá-lo logo que eles chegam.

A3 — purga do canister. Motor parado: B+. A trabalhar: entre B+ e 0 V conforme o ciclo de trabalho.

A5 — CHECK ENGINE. Com a ignição ON e o motor parado, a luz deve estar acesa (A5 perto de 0 V); com a luz apagada, A5 tem B+.

A8 e A9 — diagnóstico. A8 envia os dados em série para o terminal M da ficha ALDL (impulsos 0/5 V; o TECH 1 interpreta-os). A9 vai ao terminal B da ALDL: 5 V em repouso; ligado à massa, o ECM entra em modo de apresentação de diagnóstico (motor parado) ou de assistência em campo (motor a trabalhar).

B5, B3, D4, D5 — ignição. B5 recebe a referência da cambota do módulo de ignição (menos de 1 V parado, sobe com o regime); B3 é a massa de referência, feita através do módulo de ignição. D4 é a saída do avanço: muito baixa com a ignição ON, pouco mais de 1 V ao ralenti, sobe com o regime. D5 é o bypass: muito baixo parado; acima de 500 rpm em B5 o ECM aplica 5 V e assume o ponto.

B8 e D12 — ar condicionado. B8 recebe +12 V quando o A/C é pedido. D12 vai à massa (menos de 1 V) quando o relé da embraiagem está ligado; também fica abaixo de 1 V se não houver pedido em B8.

B12 — octano. A tensão do potenciómetro (1–5 V segundo a tabela) faz o ECM retirar algum avanço para gasolina de menor octanagem.

C2 — aquecedor do coletor. B+ até o ECM ligar o relé à massa; o disparo depende da temperatura do líquido (C10). O relé também é ligado em modo de diagnóstico (ignição ON, motor parado, terminal B da ALDL ligado ao A).

C3–C6 — válvula IAC. A tensão é imprevisível e não serve para diagnóstico; teste as bobinas por resistência (ver componentes).

C10 e C12 — temperaturas. O ECM aplica 5 V a cada termístor; a tensão desce quando a temperatura sobe: mais de 4 V a 0 °C, menos de 2 V a 85–100 °C.

C11 — MAP. Ignição ON, motor parado: mais de 4 V (pressão barométrica, varia com o tempo e a altitude). Ralenti: 1–2 V segundo o texto (0,9–1,5 V na tabela).

C13 e C14 — TPS e referência. C13 acompanha a borboleta entre 0 e 5 V: normalmente abaixo de 1 V ao ralenti, 4–5 V com a borboleta toda aberta. C14 é a referência regulada de 5 V do MAP e do TPS.

D7 — sonda lambda. Ignição ON, motor parado: desce de cerca de 0,450 V para menos de 0,200 V à medida que a sonda aquece (escape cheio de ar). Se o aquecedor estiver avariado, só se vê a referência do ECM: 400–500 mV constantes. A trabalhar e quente: 10–1000 mV, a variar depressa.

D9–D10 — ponte do limitador do injetor. O circuito do injetor fecha à massa através desta ponte e de um limitador de corrente interno. Ponte interrompida ou ausente: o motor não pega. Ponte em curto à massa: o motor trabalha mal e o injetor pode deixar de funcionar. Os quadros de diagnóstico pedem menos de 1 Ω entre D9 e D10 na ficha da cablagem.

D16 — injetor. B+ chega através do injetor (alimentado pelo relé da bomba). Ao ralenti sobe ligeiramente (carga do alternador); com mais regime e carga, a frequência e a largura dos impulsos fazem-na descer ligeiramente.

Fica no habitáculo. Terminais usados por este sistema:

Terminal Ligação Fio (circuito)
A Massa castanho (51)
B Terminal de teste de diagnóstico → A9 do ECM preto/branco (57)
G Circuito da bomba de gasolina (saída do relé) verde (10)
M Dados em série ← A8 do ECM amarelo (62)

A leitura de códigos está em ler códigos.

  • Manual de Oficina — Injeção Monoponto Niva (VAZ, agosto 1995, tradução PT revista), pp. 2-22 e 2-23 (pág. 71–72 do PDF): figuras 2.7-1 e 2.7-2, tensões nas fichas do ECM (conferidas na imagem da página); nota D05.
  • Idem, pp. 2-24 a 2-27 (pág. 73–76 do PDF): descrição dos terminais do ECM.
  • Idem, pp. 2-17 a 2-21 (pág. 66–70 do PDF): esquemas elétricos da gestão do motor (cores e números de circuito).
  • Idem, pp. 1-37 e 1-38 (pág. 42–43 do PDF): circuitos entre o módulo de ignição e o ECM.
  • Idem, p. 2-47 (pág. 96 do PDF): verificação da ponte D9–D10.
  • Idem, pp. 3-15 e 3-17 (pág. 211 e 213 do PDF): cuidados ao medir em fichas.

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